Budapeste

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Companhia das Letras, 10.09.2003 - 176 Seiten
Ao concluir a autobiografia romanceada O ginógrafo, a pedido de um bizarro executivo alemão que fez carreira no Rio de Janeiro, José Costa, um ghost-writer de talento fora do comum, se vê diante de um impasse criativo e existencial. Escriba exímio, "gênio", nas palavras do sócio, que o explora na "agência cultural" que dividem em Copacabana, Costa, meio sem querer, de mera escrita sob encomenda passa a praticar "alta literatura". Também meio sem querer vai parar em Budapeste, onde buscará a redenção no idioma húngaro, "segundo as más línguas, a única língua que o diabo respeita".
Narrado em primeira pessoa, combinando alta densidade com um senso de humor muito particular, Budapeste é a história de um homem exaurido por seu próprio talento, que se vê emparedado entre duas cidades, duas mulheres, dois livros, duas línguas e uma série de outros pares simétricos que conferem ao texto o caráter de espelhamento que permeia todo o romance. Budapeste ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro de 2003 e o IV prêmio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura, em 2005.

Autoren-Profil (2003)

Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. Cantor e compositor, publicou as peças Roda viva (1968), Calabar (1973), Gota d'água (1975) e Ópera do malandro (1979); a novela Fazendo modelo (1974) e os romances Estorvo (1991), Benjamim (1995), Budapeste (2003), Leite derramado (2009) e O irmão alemão (2014). Em 2019 recebeu o Prêmio Camões de Literatura, principal troféu literário da língua portuguesa.

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